Amanhã é novo ano
Amanhã é novo ano,
Novo sol, novo luar,
Novo mar para navegar
Amanhã é novo ano, tudo novo
Mas mesmo coração
Mesma desgraça com nova visão
Amanhã é novo ano
A tristeza renovou-se
Junto das lágrimas
que regam os canos
Abertos pelas pólvoras
Amanhã é novo ano, talvez
O fim da nossa existência
Ou a vez da nossa inocência
Provar o chumbo do chão que pisamos
Amanhã é novo ano,
ou ano novo, tanto faz
O alçapão é o mesmo em regaço
O tenor são ossos do nosso esqueleto
E o bass são os canos da Armas
Que ceifam almas e destroem nossos tectos
Amanhã é novo ano, talvez
O fim das nossas lamúrias
Talvez seja a vez
De reconciliar nos com Deus
Nosso eterno zelador.
Autor: *O poeta Agrónomo*
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